"Eu canto em português errado. Acho que o imperfeito não participa do passado" (R.R)

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5 de setembro de 2010

Admiração.


Dessa vez venho aqui para despejar coiisas minhas. Particulares mesmo. Mas não vou redigir nada de óbvio.. o óbvio é tão pouco interessante! Uma palavra, um sentimento se sobressaiu esses últimos tempos e fez alarde entre tico e teco aqui: Admiração. Admiramos o que de alguma forma nos impressiona, nos chama a atenção, o que nos prende (mas tudo isso em conjunto e agregado de valor)... Costumamos ter admiração pelos que consideramos importantes para nós (não menciono apenas as pessoas com as quais mantemos bons relacionamentos ou que nos trazem lembranças boas).A admiração pode lembrar gratidão, mas o sentido da primeira ultrapassa a segunda em muito. Parece algo envolto de mérito, relacionado à diferenciais e particularidades que para cada um, em especial são distintas. Papo longo e sério, eu seii. Mas você não morrerá de tédio até o fim desse post, chegarei às vias de fato.
Sempre achei essa palavra muito significativa. Não é por tudo e nem por todos que se têm admiração. Seletos são os que consideramos dignos de tal. Muito possivelmente eles pertencem ao teu círculo de vivência e de relacionamento - o que não quer dizer que possam não pertencer.Com o tempo você identificou um bocado de coisas que foram edificando essas raízes e tornando sóliidas. Processo leeento, mas que depois de passado parece ter sido quase nada.
É justamente ao "quase nada" que você irá recorrer quando precisar justificar a tal admiração pela tua família que é tão parecida e ao mesmo tempo tão diferente, a admiração por aquela amiga que ainda fala contigo um bocado e ainda tem tempo pra te ouvir e pra te contar o que anda acontecendo na vida dela, mesmo vocês tendo seguido caminhos diferentes depois da escola. Pela tua amiga de anos que cresceu contigo e te viu crescer. Por aqueles que te passaram um bocado de lições e te mostraram que na verdade teu tudo era quase nada e que você precisava crescer um bocado.Por alguém que compartilhou contigo palavras, risos, chateações, horas vagas, te aturou um bocado quando você mesmo(a) achava que talvez nem merecia e que depois acabou sumiindo. Por aquele que tem sempre o dom te arrancar as melhores risadas. Pelos que ainda nas inconstâncias conseguiam a dádiva de conservar lugar cativo e consideração permanente. Por alguém que sabe-se lá por quê conseguia te entender mesmo quando nem tu mesmo (a) conseguia tal. E ainda tem a admiração pelos que tu sequer conheceu mas que te parecem muito comuns e te infuenciaram ou influenciam de perto e constantemente e por tantos outros, que estão ou estiveram contigo por breves ou longos intervalos e que te fizeram ver quanto em comum se pode encontrar nas diferenças. Enfim, a todos os dignos de admiração!

2 de agosto de 2010

Vai um branco?!

Deixei o blog às moscas, confesso. Pensei em excluir, não nego. Mas é que "deu branco" ultimamente. Acabei pensando em um monte de coisas e postar que é bom, necas. Mas fato também é que desde o primeiro post deixei claro que os posts não seriam estilo "fast food", não prometii fazer posts sucessivos em curtos intervalos de tempo, e consequentemente não tenho que cumprir. Me permiti o branco. O branco prolongado e sem culpa. E o meu consolo é saber que não sou a única a ser visitada pelo "branco". Acho que todo mundo já passou por brancos... e quer saber, pode até ser bem válido esse tempo. Não vou me propor a preencher esse espaço sem interesse... Escrever por obrigação não é a minha praia. Tenho o meu tempo e gosto dele. Estarei de volta, quando der na telha, ou seja.. quando o branco passar. Por enquanto estou curtindo ele. :).O bom é que isso não é uma infração.

10 de junho de 2010

Consulta com Camões. Nada romântico

A semana em questão coloriu de vermelho os pixels dos anúncios publicitários da internet, aguçou a criatividade das vinhetas de lojas, resgatou aquelas músicas estilo romântico-fossa e trouxe coraçõezinhos muito vermelhos e bem contornados para todas as vitrines... É. Eu estou falando do dia 12. Nunca se preocuparam tanto com os seus sentimentos, leitor. Aliás, nunca se preocuparam tanto com o seu coração. Bom, no fundo a gente sabe que essa data – como tantas outras do calendário – foi criada para alimentar o comércio., mas já que comecei a falar no assunto, vou esticar um pouco e me arriscar a satirizar..

Imaginei Camões indo ao médico, um clínico geral.

Acomodando-se na cadeira do consultório, a típica pergunta do médico ao paciente:

- O que você está sentindo?

- Doutor, uma série de sintomas tem me atormentado. Pensei em infectologista, imunologista, neurologista, mas não sei. Gostaria que o senhor me encaminhasse ao especialista mais indicado.

- Sou todo ouvidos. Preciso saber os seus sintomas.

- O que eu sinto é um fogo que arde sem se ver, uma ferida que dói e não se sente, é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer, é um andar solitário entre a gente, é nunca contentar-se de contente, é um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade, é servir a quem vence o vencedor, é ter com quem nos mata lealdade

O doutor perplexo, ouviu atenciosamente a fala de Camões e ao término da descrição permaneceu dois minutos concentrado, deixando escapar apenas expressões faciais enigmáticas. Quando então esboçou reação que parecia acabar com a aflição de Camões e revelar o problema, apenas disse:

- Gostaria de falar com o acompanhante ou familiar que te trouxe aqui.

Entrando o acompanhante, o médico disse:

- Recomendo que procure um psiquiatra. Conheço um muito bom...

Não sou anti-romântica e nem quero desvalorizar Camões, amigos, mas já que repensar as coisas e o sentido de algumas delas é uma das funções desse blog, achei que caberia aqui um pouco dessa reflexão. Mediante os “sintomas” mencionados por Camões num consultório, o diagnóstico e o encaminhamento do doutor não parecem tão absurdos, concordam?

Loucura ou amor? Parece não haver muita diferença. Dizem até que os dois se conhecem ha muito tempo e andam sempre juntos.Brincadeira a parte, não sou especialista no assunto mas sei que não é preciso muito para saber que o sentimento usado como pretexto para a movimentação do comércio nesse período é bem complexo e jamais se restringiria a um laudo médico. Ainda que fosse de um psiquiatra. Kkkk.

Por hoje é só.

21 de maio de 2010

RÁ-TIM-BUM! 18...

A chegada de uma nova idade. O reencontro com a data em que por convenção diz-se que você veio ao mundo. A constatação que de hoje em diante, quando perguntado por alguém pela sua idade, você terá que substituii-la pelo número seguinte. O retrospecto e a antecipação. A expectativa. A comemoração. O bolo. O parabéns e até o intrometiido com-quem-será. O ovo na cabeça (ainda bem que essa parte sempre foi esqueciida no meu caso). Os presentes. Os ausentes que mandam presentes ou não se recordam, ou ligam, ou permanecem ausentes. Os recados. E você lá. O mesmo, só que legalmente “mais velho”. E você ainda recebe parabéns por isso. Mesmo que ter vindo ao mundo e permanecer nele não tenha dependido de você. Ou pelo menos não só de você.

Diga isso a uma criança de 8 anos, na tão mencionada data... ela não vai te dar atenção provavelmente. Estará ocupada com os olhos vidrados no bolo, ou correndo com os amigos, ou balançando os presentes para descobrir o que é e comemorando quão maior for a caixa. Some 10 anos à criaturiinha mencionada e o discurso de ciima será bem ouvido (ou não). Pois é.. o dia 17 se foi e com ele também foram os 17 (anos) da dona do blog.

Eu descobrii que aniversário de 18 anos é um mar de advertênciias e frases feiitas. Mas que não deixam de ser bem-humoradas . O “ta ficando mais velha, heiin?”, alia-se ao “já pode ser preso”, “já é maior de idaaaaade...” e a outros... eles tomam o lugar do “ta na flor da idade”, “ta ficando grandiinha..”, “como cresceu essa meniina” e outras frases que a gente quando criança escuta meio sem graça e nem dá muita bola.

Outra coisa: Com a idade o aniversário parece perder o brilhantismo e a magiia. A comemoração daquela data já não é tãããããão importante. Ficar atrás de um bolo e soprar a vela parece nostalgia. São fotos e lembranças. A gente vai trocando a celebração da comemoração pela comemoração da idade. Que coiisa... Ah, os dezoito tão mistificados e vangloriados (pelos outros), são apenas os dezoito. Nada mais! Ah.. uma coisa muda: aumenta a responsabilidade.

A partir do dia seguinte.. tudo diferente, mas tudo igual. Teoriia e prátiica. Entre elas apenas um abismo. AHUAHUAH. Nem era pra entender mesmo.. só queriia compartilhar.

-TIM-BUM! 18!

15 de maio de 2010

O último biscoito do pacote


Ai ai... vai assim mesmo, no improviso. Frases populares, com algum fundo de humor me chamam muito a atenção. Chego a passar um bom tempo pensando... Assim como acontecimentos engraçados. Costumo lembrá-los mesmo depois de um bom tempo de terem passado. Dizem que recordar é viver.. Nem sei se concordo. Mas o efeito de lembrar me causa sensação bem próxima a de Crtl C Crtl V do passado no presente. Bom... caraminholas e marmeladas a parte vou agora ao biscoito. Digo, ao último biscoito do pacote, que foi o que me levou a levar os dedos ao teclado desse computador de vontade própria.
Fulano tá se achando o último biscoito do pacote. Beltrano dos Anzóis pensa que é a bala que matou Jhon Lennon, Orgumêno está por cima da carne seca... Quem nunca ouviu? Melhor.. quem nunca riu, ou mesmo diisse?
Popular, de baixo cunho, pouco consistente, inferior, não oficial. Você pode dizer que essas frases são tudo isso e ainda acrescentar: Esse foi o pior post que já li. Mas você só não poderá dizer que não entendeu o que essas frases querem dizer e que elas não transmitiram a mensagem. Pois é... claro que não vamos dizer ao presidente que ele está se achando o último biscoito, ou ao juiz que aquele vizinho que te levou ao tribunal te trata mal por que pensa estar por cima da carne seca. Existe ocasião pra tudo. Sou a favor das boas conversas informais entre amigos. Quebra o gelo, sabe?! O lance é que tem muita gente extremista (essa é uma das palavras que numa conversa informal geralmente eu não usaria), que faz caso por tudo.
Sem pôr o carro na frente dos bois a gente pode se comunicar de forma entendível e por que não(?)... muito bem-humorada. Liberdade... também de comunicação! Engessar a gramátiica, isso sim tá pra lá de antiquado.

13 de maio de 2010

Solidão por L. F. Veríssimo é humor


Foi lendo Ed Morte e outras históriias, livro de Luis Fernando Veríssimo - autor, cronista, humorista, jornalista (enfim, esse escritor muito estimado pela dona do blog, que pretende poupar todos os titulos a ele atribuidos)- que li essa história e resolvi compartilhar com os blogueiros. Se tratando de L. F. Verissimo, devemos esperar uma visão recheada de elementos humorísticos, mesmo quando o assunto a ser tratado poderia exigir seriedade. Tão legaal! Não é a primeira e pelo visto não será a última vez que Luis Fernando Veríssimo dará o ar de sua graça no Repensando. Vou parar com esse cerimonial. O cara já é consagrado. Vamos à crônica:

Solidão

Finalmente liberadas as gravações que a NASA fez das experiências realizadas com o tenente da Marinha John Smith para testar o comportamento humano em condições de completo isolamento durante longos períodos de tempo, iguais ao que o homem terá que enfrentar na exploração do espaço. O tenente Smith foi escolhido pelas suas perfeitas condições físicas e mentais. Foi colocado dentro de um simulador de vôo com comida bastante para dois anos e os instrumentos que normalmente levaria numa missão, inclusive um computador. Todos os dias Smith teria que fazer um relatório verbal para que seu estado fosse avaliado. O que segue são trechos das gravações feitas dos seus relatórios.

Primeiro dia. “Meu nome é John Smith. Estou ótimo. Passei todo o dia me familiarizando com este meu pequeno lar. Já desafiei o computador para uma partida de xadrez. Acho que nos daremos muito bem. (Risadas.) Só tenho uma queixa: esta comida em bisnagas não se parece nada com a comida de mamãe... (Risadas.) Dois mais dois são quatro. Encerro”.

Uma semana depois. “John Smith aqui. Continuo muito bem. Ainda não consegui vencer nenhuma partida de xadrez deste computador. Acho que ele está trapaceando. (Risadas.) Três vezes três é nove. Encerro”.

Um mês depois. “(Risadas.) Meu nome é John maldito Smith. Tudo bem. Um pouco entediado, mas tudo bem. Consegui finalmente ganhar uma do computador, embora ele negue. Vou ter que derrotá-lo de novo para convencer este cretino. Calculei mal e já comi todas as bisnagas de torta de maçã. Agora só tem maldito limão. Dois vezes três são, deixa ver. Seis. Quer dizer... Não. Está certo. Seis. Encerro”.

Dois meses depois. “Vocês sabem quem eu sou. John qualquer coisa. Não agüento mais a arrogância deste computador. Ele não é humano! Insiste que me deu xeque-mates inexistentes e se recusa a admitir que está errado. Tivemos uma briga feia hoje. Dois mais dois são... sei lá. Encerro”.

Quatro meses. “Alô. Tenho provas irrefutáveis de que o computador está tentando boicotar esta missão! Ouvi claramente ele dizer alguma coisa desagradável sobre mamãe. Canta Strangers in the Night em falsete e não me deixa dormir. Não me responsabilizo pelo que possa acontecer. Estou muito bem, lúcido e bem disposto. Com licença que estão batendo na porta”.

Sexto mês. “Meu nome é Smith. Maggie Smith. Por hoje é só”.

Oitavo mês. “(Risadas)”

Nono mês. “Smith aqui. Aconteceu o inevitável. Matei o computador. Estávamos com um problema, onde colocar as bisnagas vazias, e ele fez uma sugestão deselegante. Agora está morto. Não tenho remorsos. Ontem recebi a visita de um vendedor de enciclopédias. Não sei como ele conseguiu entrar aqui. Dois mais dois geralmente é nove.

Encerro”.

Décimo mês. “Meu nome é Brown ou Taylor. Um mais um é umum. Dois mais dois, não. Iniciei um projeto importantíssimo. Com as bisnagas vazias e partes do computador, estou construindo uma mulher”.

Um ano. “Redford aqui. Sinto falta de um espelho para poder ver a minha barba, que está bem comprida. A mulher que fiz de bisnagas vazias e partes do falecido computador ficou ótima mas, infelizmente, nossos gênios não combinavam. Ela foi para casa de seus pais. Dois mais dois...”

Décimo-quarto mês. “Minha barba está tentando boicotar a missão! Faz um estranho barulho eletrônico e várias vezes já tentou me estrangular. Deve ser comunista. Começaram a chegar as enciclopédias que comprei. Tenho jogado xadrez comigo mesmo e ganho sempre”.

Décimo-quinto mês. “Aqui fala Zaratustra. Atenção. Encontrei pegadas humanas dentro da cabine. Estou investigando. Mandarei um relatório depois. Duas vezes três é demais. Encerro”.

No dia seguinte. “Grande notícia. Há outro ser humano dentro da cabine! Seu nome é Smith, John Smith, mas como o encontrei numa terça-feira o chamarei de “Quinta”. Ele não fala, mas joga xadrez como um mestre. (Risadas). Talvez tenha que matá-lo”.

Neste ponto, os cientistas da NASA acharam melhor abrir a cápsula. Encontraram Smith com as mãos em volta do próprio pescoço gritando: “Trapaceiro! Trapaceiro!”

(Luis Fernando Veríssimo)


28 de abril de 2010

Sobrancelhas


O cabelo comprido e a aparência em nada desleixada daquele arranjo masculino pouco comum atraía olhares da borboleta do ônibus ao degrau da descida. Era contradição a figura tão masculina com aqueles cabelos... Era contradição, era o que os olhos - aqueles todos que permaneciam no ônibus ocupando aquelas cadeiras e disputando lugares para por as mãos e se apoiar- gritavam e cochichavam entre si. Todos aqueles olhares reconheciam a similaridade e a sincronia compartilhada entre eles e aqueles outros olhares indiferentes à situação, que não se viam na “vibe” daqueles julgamentos, eram questionados por eles, indagados e quase obrigados a aceitar a sentença que se fazia... . Sobrancelhas assumiam tom de cumplicidade. Sobrancelhas que provavelmente nunca antes haviam se cruzado... O rapaz que era o motivo daquelas conversas silenciosas se escondeu por trás das lentes de óculos que trazia ao rosto. A visão daquele engarrafamento era mais cômoda que a cena daquele julgamento quase unânime dentro do coletivo. Quanta repercussão!

19 de abril de 2010

O que se DIZ...


A facilidade com a qual abrimos a boca para proferir algo é incrível. O ato da fala para alguns é tão rotineiramente simplório que a quantidade de coisas que se fala adquire valor superior ao teor do que é despejado silabicamente aos quatro ventos.
Sabe aquelas históriias que a gente ouve, quase sempre coroadas com um final cômico ou, em geral a velha lição de moral, e que não sabemos ao certo a veracidade ou autoria mas nos contentamos em repassar para garantir que o dever foi cumprido? Pois é... eu tenho uma que trata justamente desse "despejar palavras". Como a memóriia não anda a toda, vou repassá-la com minhas palavras. Lá vaii:
Naquele tempo em que o namoro era emoldurado de uma forma bem diferente da de hoje, havia formalidades para tudo e a tecnologiia mal sonhava em dar o ar de sua graça, um casal muito apaixonado trocava cartas. Mais precisamente ele escreviia para ela. A garota, muito apaixonada, ansiava o encontro com seu amado.Ele lhe dizia coisas lindas. Então lhe veio a seguinte carta:
Minha flor, por você eu atravessaria o oceano atlântico, da América do Sul à Europa, nadando
Por você eu enfrentaria tempestades e dragões
Por você eu saltariia de um avião sem pára-quedas
Por você eu faria greve de fome
Por você eu iria correndo daqui até o fim do mundo.
Por você eu faria tudo
Amanhã irei te visitar.

Se não estiver chovendo.

Pode-se imaginar a frustração da "amada" ao ler essa carta. O abismo entre o que foi dito e o que de fato era verdade era que tinha as proporções geográficas tão mencionadas. E o que era pra ser romântico, ficou cômico e provavelmente adquiriu um desfecho trágico.
Seria cômico.... (Sempre quis usar essa frase aqui. ahuahuahuahua)

De volta! Literalmente. Até quando o pc decidir..

Mais links para o assunto? vê a letra de Por você - Barão Vermelho.




23 de março de 2010

Por que PAIXÃO?


Quem acompanha o Repensando (curiosos, marocas, interessados ou leitores amigos) sabem que não raras vezes o tema do post acaba partiindo de uma dúvida. Dessa veez eu garanto... Não vaai ser diferente. kkk
Sempre tive vontade de saber por que comumente denomina-se Paixão de Cristo o período que nós conhecemos por Páscoa. Por que Paixão? Isso me encafifava os miolos. Paixão, aquele sentimento ou atração que desperta os sentidos do encantado e avassala a razão em torno das atenções desprendiidas ao objeto de admiração (isso foi profundo.. ahuhauahuha). Claro que não. E isso fica bem claro todas as vezes que se revê a históriia constantemente tomada por empréstiimo pelas manifestações artísticas e outras tantas... Mas então que Paixão de Cristo é essa? Por que o empredo dessa palavra?
Bem poderiia ser apenas morte e ressurreição de Cristo, ou Calvário de Cristo, não é? A resposta é NÃO e a explicação vem do latim, ora veja! Pelos googles e debates da viida dá pra perceber que a denominação de paixão nesse caso giira justamente em torno do significado das rememoradas morte e ressurreição de Cristo e vem enfatizar a grandiosidade dos últimos atos dele na condição humana. Paixão do latim passione: sofrimento, sentimento excessivo Basicamente é como se esses últimos atos fossem o ápice, o momento máximo de toda essa história reunida e eternizada por meio do registro que atende pelo nome de Novo Testamento.
Interessante foi perceber que diferente de muitos livros e filmes de enredo fictício a história de Cristo encontra o clímax no seu enlace e não nas págiinas centrais. É quando tudo o que foi dito, pensado, criticado e ensinado encontra subsídio para tomar forma e consagrar - ainda que de forma não tão alegre - o seu desfecho. Fiica claro então que a paixão de Criisto têm mais a ver com o significado dessa palavra no latim.
Talvez esse post tenha siido meio óbvio mas já que tinha a dita dúvida resolvi compartilhar.
Boa Páscoa!



11 de março de 2010

Quanto aos OPOSTOS




"Os opostos se distraem, os dispostos se atraem!". É assim que inicio esse post descompromissado pra falar de... tchanananãããã: OPOSTOS!
Quem nunca quis saber o porquê da existênciia de forças contrárias e antônimas que na verdade longe de se repelir parecem mais se completar? Se o crédito que se dá ao famoso clichê "Os opostos se atraem" de fato é válido eu não seei, mas que isso desperta uma enorme curiosidade na presente tecladora isso, siim eu posso garantiir.
O que seríam dos heróis sem os bandidos? Tom sem Jerry? O claro sem o escuro? O próton sem o elétron? Antes que alguém comece assim como eu a querer completar com: Piu piu sem frajola, futebol sem bola... vou ao que interessa antes que o assunto vá para o beleléu.
Equilíbrio! Tá na cara! Foi o que pensei. Os opostos existem para que haja equilíbrio. Mas quem garante? O Yin Yang, meus caros. Esse nomeziinho que soa estranho aos nossos ouvidos abrasileirados explica o tal emblema. Ele é a representação do princípio da dualidade segundo a cultura chinesa. Em resumo, diz que as forças complementares compõem tudo o que existe, gerando equilibrio. É claro que tem muito mais filosofia e fundamentação sustentando o símbolo branco e preto, mas vou me ater a isso. Eu na minha margem de segurança (absoluto desconhecimento sobre o simbolo) achava ele "bonitinho". Mas tem muita gente por aii que usa ele sem saber o significado, que eu seei, haha! (alivio..)
Veja só: Pensei nos opostos, puxei heróis, lembrei elétrons, que faziia questão de deixar de escanteio por uns tempos desde que abandonei a maratona do vestiiba e enfim mergulhando na cultura da galera do Sol nascente percebii que a galera do lado de lá já tinha interesse no assunto ha muito tempo. Com direito a fundamentação e tudo, enquanto eu aqui só matutava. Espertos eles, né?!
Aplicações afetivas da teoria dos opostos (tomei a liberdade) tais como na Física e na cultura chinesa alguns garantem, mas a comprovação nem sempre é fato. Vai uma teoria ai? Enquanto isso fico com a de autoria de Fernando Anitelli: "Os opostos se distraem, os dispostos se atraem"
Eu e a mania de contrariar...
Viva o equilíbrio! Mesmo que às vezes tão ausente.
JeEH Alves

24 de fevereiro de 2010

Um bom discurso e o que MAIS?

Ano de eleição presidencial! Todo mundo tá careca de saber que de quatro em quatro anos a nação brasileira se reúne – como em toda boa democracia – para eleger um novo candidato a presidente – para comandar o barco e dizer para quais mares navegar (viajeei, mas td beem...).Se você tem mais de 18 e menos de 60 (média) tem a obrigação de marcar presença frente às urnas. Esse compromisso parece pouco agradável a muitos já que a credibilidade de nossos políticos despencou mais que a bolsa americana ano passado. Daqui até Outubro o horário político vai bombar, musiquinhas eleitorais ecoarão e bandeiras acenarão o número de candidatos X, Y e Z. Mas não sou nenhuma expert em política e nem estou aqui pra falar disso, mas em um assunto que constantemente atrela-se a ele: a argumentação e o discurso.

Nunca fui muito boa em convencer e impor opinião por meio da fala, mas admiro quem porta esse dom e faz bom uso dele. Ao longo da história você encontra várias figuras que pintaram, bordaram e fizeram história (nem sempre positiva) por que mesmo com opiniões hoje consideradas prepotentes, deitavam e rolavam no poder, influenciando multidões pelo simples fato de serem hábeis argumentadores e encontrarem cenários propícios à utilização de tal artimanha. Nosso tão conhecido e odiado Hitler pode ser o exemplo máximo disso.

Hitler não era de família nobre, não tinha dinheiro, nem dons literários. E venhamos e convenhamos.. nem bonitiinho era (aquele bigodiinho era uó). Quando jovem aspirava ser pintor, mas resolveu se engajar na política. A sorte do cidadão era que em resumo ele era altamente eloqüente, falava com convicção e conseguiu convencer um país fragilizado a embarcar nas idéias prepotentes que ele tiinha, afundando a vida de muita gente inocente (os judeus). Galeera, a culpa pelo holocausto não foi só de Hitler. O país deu corda... concordavam com as idéias dele. Prova de que eloqüência e capacidade de argumentação nem sempre significam sensatez. Na maioria das vezes é apenas status e influÊnciia. Uma pena!

Em ano de eleição considerar isso parece não ser nada mau.^^

Discurso de hitler a jovens e adolescentes. Confere! >>> http://www.youtube.com/watch?v=lAi7UnXp9Aw. A propósito: a imagem é um discurso de Hitler em Nurenberg, em 1935.



19 de fevereiro de 2010

sobre DECISÕES.




Decidi que esse post sairia hoje. E mais: agora.

Decidi que a aparente falta de tempo ou tema não iria atrapalhar o redigir dessas palavras e não serviriam de desculpa para uma não postagem. Confuso esse início, né?! Mas faz todo o sentiido. Então vou... sem tema e sem rumo (draaama..).

Já que o primeiiro verbo que usei no início do post foi decidir, vou levá-lo adiante e falar um pouco sobre o peso dele nesses últimos diias.

Decisão é um verbo cheeio de significado embutido. É o malhete (a batiida do martelo no tribunal), é o placar fiinal, é o siim ou não, a via de mão dupla ou sentido único, o seco ou molhaado, é enfiim abandonar o OU. É o resultado, a escolha (quem tiiver mais comparações e significados p/ decisão pode prorrogar esse parágrafo no imagináriio). Me vii sobre o peso da diita cuja quando tive que optar entre dois cursos em duas Faculdades: Ambos estimados, esperados e suaaados para conseguiir. Fariia os dois se nossa liinda constituição permitisse. Alguns parágrafos em papel regulamentavam que assim não poderia ser e foii aí que a decisão me mostrou uma face maquiavéliica, doloroosa, pesaada.. mas necessária: Optar por UM deles, de forma consciente. Se dependesse apenas de escolher entre a federal e a estadual, talvez fosse mais simples, mas pesou também a opção do curso. Queria os dois!

A graça de ter conseguiido as aprovações valeu toodo o esforço. Quem não gosta de conseguir alcançar aquiilo que quer? Quando são duas as graças, oopa! Melhoor aiinda. O esfoorço valeu e fiico feliz, mas justas ou não as regras do jogo foram feiitas para serem seguiidas com conseqüentes penalidades para quem assim não quiser fazer. Eu escolhi um curso, o que necessariamente não quer diizer que tenha desistido do outro.. Fazer duas coiisas que se goosta vale a pena siim.. e ao contráriio da facul onde temos um prazo e um regulamento a seguiir, na nossa viida quem diita o camiinho somos nós mesmos. Tenho certeza que não vou me arrepender, afinal escolher e desistiir não necessariamente precisam andar juntos. Bola p/ frente. Tudo a seu tempo. Sem arrependimentos ^^

UEMA que me aguarde! Engenharia de Produção ai vou eu^^

jeEh Alves

7 de fevereiro de 2010

Duas semanas e eu sem repensar aqui... ora veja! e um amiigo me manda um recado: atualiiza, jeh! pois é... Uma pausa por causa de motiivos que me deixaram "voada" foi necessária. Motiivos "formais".
Não escrevii mas andei lendo e vou retomar as rédeas dessa página aos poucos.
Me chamou atenção uma das muitas ótimas crônicas de L. F. Veríssimo e resolvi postar aqui. L. F. Veríssimo é mara! Sou fã de carteiriinha. Então ai vaai moçada!


"Acho a maior graça. Tomate previne isso,cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas não exagere...

Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.

Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.

Prazer faz muito bem.
Dormir me deixa 0 km.
Ler um bom livro faz-me sentir novo em folha.
Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos.
Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias.
Brigar me provoca arritmia cardíaca.
Ver pessoas tendo acessos de estupidez me
embrulha o estômago.
Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano.
E telejornais... os médicos deveriam proibir - como doem!
Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo,
faz muito bem! Você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.
Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde!
E passar o resto do dia sem coragem para pedir
desculpas, pior ainda!
Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mussarela que previna.
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau!
Cinema é melhor pra saúde do que pipoca!
Conversa é melhor do que piada.
Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor.
Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida.
Pergunta é melhor do que dúvida.
Sonhar é melhor do que nada! "

(Luís Fernando Veríssimo)

24 de janeiro de 2010

A interpretação

É engraçado como coisas simples conseguem chamar nossa atenção e despertar curiosidade. A célebre frase do filósofo roda o mundo a séculos e pode ter certeza que ainda que explicada, o que ela sugere pode ser bem menos limitado que se imagiina.
A ilustração abaixo é um exemplo bem humorado do que estou falando. Como o que é legal a gente compartiilha, não pude deixar de ver e postar. :D. Para ler é só clicar.

20 de janeiro de 2010

Bom dia?!

Lembranças do que foi,
do que poderia ter sido.
Da chuva, da gota, do pingo.
O semblante
e o chão.
O céu, o alto
vagalumeando
Rompe o silêncio
e já é dia.
Bom dia (?!)

11 de janeiro de 2010

"Criança a ponto de saber tudo!"


"Mas não sou mais tão criança a ponto de saber tudo..."

Essa frase, ouviida em uma tarde na voz de Renato Russo me fez remontar à infância. Aquela em que a gente fala um bocado de coisas sem medo de ser corrigido e volta pra casa já de tardeziinha depois de uma boa tarde de traquinagens, corre-corre, pula-pula, e é, claro a velha roupa suja e a cara mais preta e alegre do mundo. As prováveis chamadas de atenção por ter voltado mais tarde não preocupam e nem chateiam diante da rescendente fisionomia de dever cumprido estampado na cara do meliante (criança feliz).
Me dei conta de que a velha afirmação de que o homem nunca está satisfeito encontra aplicação super prátiica em nossas viidas desde a infância. Quando somos crianças admiramos a viida dos adultos e briincamos imitando o mundo deles. O admirável mundo novo parece tão bom... Poder dirigir, cuidar de casa, usar roupas de adulto, coziinhar, ensinar... tudo parece uma maraviilha! Mamãe sempre me dizia que a melhor fase de nossas vidas é a infância. Preocupações? Onde? Contas, trabalhos? Não, não... só de brincadeira... A gente briiga e faz as pazes. Chama pra brincar e compartilha os brinquedos. Interesses? A companhia do coleguiinha basta. O simples fato de ele estar disposto a correr, pular ,dançar e gastar a bateria contigo já vale um bocado...Utopia? Não. É a infância!
Interpretar um tom de voz é a coisa mais fácil p/ um pinguiinho de gente.Um olhar, então... Uma criança não se zanga por que você não tem dinheiro, ou não usa roupas de grife. Mas deixe de dar atenção a ela e veja o berreiro... À medida em que se cresce essa sabedoria nata vai se diluindo e em casos críticos alcança concentrações mínimas.
A moda hoje é pular etapas. O que você diz de meia infância por um pouco de adolêscência precocemente forjada e de quebra uma vida adulta antecipada? hUm... creio que um saldo nada posiitivo. Chata e triste constatação atual. Quando essa passagem é mais gradual ocorre também de crescermos e nos deixamos embeber pelo cálice do conhecimento adquiriido. Sabedoriia zero. Um bocado de informações e só. Mas o mundo absorve isso, né?!As coisas não são mais brincadeiira. Que saudade dos coleguiinhas e das brincadeiras de rua... Aquela velha frase Eu era feliz e não sabiia comeeça a piscar dizendo que tem veez aí. Pior que ela tem mesmo!
Por isso, é sempre bom arranjar uma trégua da viida adulta que se instala e de vez em quando BRINCAR, PULAR, DANÇAR, TAGARELAR e SORRIR. Tudo isso sem remorsos!
VIVA la infânciia!

Dá uma olhada

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