"Eu canto em português errado. Acho que o imperfeito não participa do passado" (R.R)

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5 de setembro de 2010

Admiração.


Dessa vez venho aqui para despejar coiisas minhas. Particulares mesmo. Mas não vou redigir nada de óbvio.. o óbvio é tão pouco interessante! Uma palavra, um sentimento se sobressaiu esses últimos tempos e fez alarde entre tico e teco aqui: Admiração. Admiramos o que de alguma forma nos impressiona, nos chama a atenção, o que nos prende (mas tudo isso em conjunto e agregado de valor)... Costumamos ter admiração pelos que consideramos importantes para nós (não menciono apenas as pessoas com as quais mantemos bons relacionamentos ou que nos trazem lembranças boas).A admiração pode lembrar gratidão, mas o sentido da primeira ultrapassa a segunda em muito. Parece algo envolto de mérito, relacionado à diferenciais e particularidades que para cada um, em especial são distintas. Papo longo e sério, eu seii. Mas você não morrerá de tédio até o fim desse post, chegarei às vias de fato.
Sempre achei essa palavra muito significativa. Não é por tudo e nem por todos que se têm admiração. Seletos são os que consideramos dignos de tal. Muito possivelmente eles pertencem ao teu círculo de vivência e de relacionamento - o que não quer dizer que possam não pertencer.Com o tempo você identificou um bocado de coisas que foram edificando essas raízes e tornando sóliidas. Processo leeento, mas que depois de passado parece ter sido quase nada.
É justamente ao "quase nada" que você irá recorrer quando precisar justificar a tal admiração pela tua família que é tão parecida e ao mesmo tempo tão diferente, a admiração por aquela amiga que ainda fala contigo um bocado e ainda tem tempo pra te ouvir e pra te contar o que anda acontecendo na vida dela, mesmo vocês tendo seguido caminhos diferentes depois da escola. Pela tua amiga de anos que cresceu contigo e te viu crescer. Por aqueles que te passaram um bocado de lições e te mostraram que na verdade teu tudo era quase nada e que você precisava crescer um bocado.Por alguém que compartilhou contigo palavras, risos, chateações, horas vagas, te aturou um bocado quando você mesmo(a) achava que talvez nem merecia e que depois acabou sumiindo. Por aquele que tem sempre o dom te arrancar as melhores risadas. Pelos que ainda nas inconstâncias conseguiam a dádiva de conservar lugar cativo e consideração permanente. Por alguém que sabe-se lá por quê conseguia te entender mesmo quando nem tu mesmo (a) conseguia tal. E ainda tem a admiração pelos que tu sequer conheceu mas que te parecem muito comuns e te infuenciaram ou influenciam de perto e constantemente e por tantos outros, que estão ou estiveram contigo por breves ou longos intervalos e que te fizeram ver quanto em comum se pode encontrar nas diferenças. Enfim, a todos os dignos de admiração!

12 de março de 2009

___Aquelas fotos____



As experiências emocionais se constroem com o tempo. E levam tempo para "tomarem corpo"de fato. É quando então olha-se para trás e percebe-se que imagens pouco nítidas, tais como fotografias desfocadas, foram se avivando, ganhando nitidez e foco. Parecem agora mais interessantes, devido à riqueza de detalhes que lhes é possível perceber. Os rostos, antes desfocados e sem brilho, parecem ter uma resolução bem maior que a de outrora. Reflexo das relações que se consolidaram.
Se por um lado aceita-se que as relações pessoais, os laços inter humanos levam tempo para serem construídos, deveria ser válido também que eles levam tempo para vir por terra. Ocorre, no entanto, que é bem mais fácil aceitar e manter laços de amizade, por exemplo, quando há o contato diário. Isso acaba se tornando fator condicional às relações que passaram pela prova de fogo de resisitir até então.
Quando perde-se o contato diário, outro fato vem se impor como condicional às relações firmadas: a falta de tempo. Tempo que antes esbanjava-se e perdia-se pelo seu próprio excesso. Horas a fio, nas quais compartilhava-se não só o contato diário, mas também conversas, risadas, segredos ou mesmo o ócio.

Batendo de frente com essas condicionantes, a tendência geral é deixar como está. O que é possível fazer agora? Já não há o contato diário e o tempo é escasso. Talvez o que falte seja mesmo a disposição. Então, pega-se a foto mencionada no início, observa-se cautelosamente os detalhes, remetendo-os às lembanças que trazem. Aí, as lágrimas podem cair, ou um sorriso melancólico desabrochar. Em seguida ela será reposta. Ao álbum, porta-retrato, ou ao arquivo de computador, onde voltará à sua condição primária de mero registro. Realmente não precisa ser assim.

-----P.S:"O que importa não é quantidade, e sim qualidade! Se as coisas são realmente verdadeiras, nem a geografia e nem o tempo poderão destrui-las." Frase de Jorge Leão, em uma aula mais que especial. Sem dúvida, uma grande lição. Com certeza não será a última. Sendo assim, esqueça todo esse parágrafo anterior, ele realmente não tem importância a não ser pela última frase

Texto sugestão de portuga__ tema: carta p/ eu ler daqui a um ano..
confesso q o tema me deixou meio sem idéia, de início, mas logo pensei nos friends...

JEeh Alves

Dá uma olhada

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