"Eu canto em português errado. Acho que o imperfeito não participa do passado" (R.R)

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22 de outubro de 2011

Sem nexo

baixo
ressoa
Blues
velas
telas
reflexo
amontoado
almejo
intacto
retrato
autofalante

E eu tenho mesmo o costume de fazer coisas rabiscando. Talvez como uma garantia inconsciente da concretização daquilo que permeio, do que me mantém envolta nas mais diversas atividades que pratico durante o dia. E não raro, quando pego aquele livro que usei ha alguns meses como objeto de estudo para teste, ou a folha com a orientação da experiência, percebo que estão lá as minhas palavras soltas, que me permitem inclusive reações diversas. Pelo sentido, que logo me remonta ao que ocupava meus pensamentos naquele instante ou pela falta dele , já que muitas vezes constam ali apenas palavras ou letras. Estas, associadas à fórmulas ou abreviações, aquelas a pensamentos ou imagens imediatas.
Hoje resolvi que isso teria lugar aqui.

24 de outubro de 2010

3 de 5 - Noda

Talvez eu não deva muito ao órgão responsável pela arrecadação do direito de uso do EU TE AMO®. Tantas foram as vezes em que considerei ele artefato digno de racionamento e dotado de valor e peso. Peso de ouro. No entanto sempre o vi cotado a preço de banana.
Esse lance das palavras às vezes é meio desperdício, sabe? O tipo da coisa que se banaliza pelo excesso, eu diria. Mas creio ser mais autêntico dizer o tipo de excesso que é desnecessário se banalizado. Quando oco. Eu explico.
Não vejo mal algum em distribuir cem mil EU TE AMO por ai, desde que eles tenham fundos.Vai que a pessoa deposita e ele aparece negativo na conta dela? Pega mal. A típica situação que deixa marcas de noda no nome de um indivíduo. Suja mesmo.
O EU TE AMO® tem arrecadado muito por ai. Eu só penso que quando esse preço não pode ser pago, a dívida não vale a pena e aí vem os saldos negativos e a noda. Um saldo negativo te deixa mal com os arrecadadores, mas ai tem a noda. Como esquecer a noda?

Parte 3 da sequência de 5

19 de abril de 2010

O que se DIZ...


A facilidade com a qual abrimos a boca para proferir algo é incrível. O ato da fala para alguns é tão rotineiramente simplório que a quantidade de coisas que se fala adquire valor superior ao teor do que é despejado silabicamente aos quatro ventos.
Sabe aquelas históriias que a gente ouve, quase sempre coroadas com um final cômico ou, em geral a velha lição de moral, e que não sabemos ao certo a veracidade ou autoria mas nos contentamos em repassar para garantir que o dever foi cumprido? Pois é... eu tenho uma que trata justamente desse "despejar palavras". Como a memóriia não anda a toda, vou repassá-la com minhas palavras. Lá vaii:
Naquele tempo em que o namoro era emoldurado de uma forma bem diferente da de hoje, havia formalidades para tudo e a tecnologiia mal sonhava em dar o ar de sua graça, um casal muito apaixonado trocava cartas. Mais precisamente ele escreviia para ela. A garota, muito apaixonada, ansiava o encontro com seu amado.Ele lhe dizia coisas lindas. Então lhe veio a seguinte carta:
Minha flor, por você eu atravessaria o oceano atlântico, da América do Sul à Europa, nadando
Por você eu enfrentaria tempestades e dragões
Por você eu saltariia de um avião sem pára-quedas
Por você eu faria greve de fome
Por você eu iria correndo daqui até o fim do mundo.
Por você eu faria tudo
Amanhã irei te visitar.

Se não estiver chovendo.

Pode-se imaginar a frustração da "amada" ao ler essa carta. O abismo entre o que foi dito e o que de fato era verdade era que tinha as proporções geográficas tão mencionadas. E o que era pra ser romântico, ficou cômico e provavelmente adquiriu um desfecho trágico.
Seria cômico.... (Sempre quis usar essa frase aqui. ahuahuahuahua)

De volta! Literalmente. Até quando o pc decidir..

Mais links para o assunto? vê a letra de Por você - Barão Vermelho.




Dá uma olhada

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